sábado, 8 de outubro de 2011

Riscando (me)

Mas é sagrada a ausência onde corro meus lápis, tentando esconder o branco Dos olhos ou do papel. Eu nem sei. Minha ausência é sagrada porque sangra. O que é vivo sangra. E é essa a diferença que nos rege. Você não tem sangue Talvez por já estar morta. Hoje eu respeito a sua morte e risco a parte do meu desenho que ficou em branco. Rezando pra você ir pro céu e pra não aparecer na minha frente em nenhuma outra encarnação. É egoísta, mas é que eu já carrego tantos karmas. Não suportaria carregar mais um, por matar você.

3 comentários:

Nath disse...

Sempre tô por aqui!

Veneno Antimonotonia disse...

Pois é, eu passei um tempo sem te visitar. Voltando com tudo!

Cami Rabêlo disse...

Primeira visita que faço a você.
Adorei a maneira como escreve. :)