quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Sobre os números
A minha cabeça de 4kg hoje pesa 8, 12, 16 kg podres das cinzas que cumpriram seu papel me calando a boca nos últimos anos e que continuarão a calar até que a garganta ultrapasse o limite da pele e se junte ao assoalho aos pedaços por silêncio câncer ou bala de fogo a minha cama maior que o corpo abriga um cheiro que não me cabe compreender, há mais de 20 anos sabem os lençóis que só eu me deito e reviro pernas e olhos e reviro óculos dos quais não precisava até ontem, até hoje até 3 anos atrás, mas é a sexo que remetem as minhas fronhas e a um sexo diferente do meu talvez da Marcela cor de pão, carne entre os dentes queridinha ela diria com suas unhas de formol era Cláudia a cafetina do século XXI bem menos charmosa que as do século XX serão robóticas as do século XXII, queria ela que eu me tornasse loura a fim de aumentar o movimento daqueles 4 quartos penso e sorrio os cantos enrugados da minha boca como eram pretos os meus pêlos e hoje virar loura não daria nenhum trabalho faz quanto tempo meu deus e eu pensava que deus era medo, não é medo não queridinha se você disser que nunca fez eu acredito duvido que deus seja os movimentos repetidos que deus são os nervos da tua pica que enerva porra a pesar de você dizer que é vida amor, vida não se ferve e eu só não entendo porque as janelas permanecem fechadas tornando cada vez mais forte o cheiro que habita esse quarto que só recebe meus chinelos de pano meu plano esquecido de me esquecer de ti
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1 comentários:
O fluxo é contínuo. Eterno. Corrente. Gostei.
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